Autismo: mais do que um diagnóstico

Dia 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a campanha visa munir a população de informações sobre o famoso “Abril Azul”
Por Bruna Féo Bozza, fisioterapeuta
23/03/2022 08:13

O autismo, cientificamente conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um transtorno no desenvolvimento neurológico da criança que gera alterações na comunicação, dificuldade de interação social e mudanças no comportamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge 1 em cada 160 crianças no mundo, e são 2 milhões de pessoas só no Brasil.

É de suma importância mostrar à sociedade que esse público deve ser inserido no mercado de trabalho, nas universidades, nos cursos profissionalizantes, nas escolas, nos grupos sociais, no lazer, na cultura, o livre desenvolvimento da personalidade, são direitos das pessoas terem uma vida digna com integridade física e moral, acesso a serviços de saúde e a informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento, que tenham condições de igualdade serem introduzidas em outros lugares que pessoas não autistas já conquistaram.

É importante ressaltar que o autismo não é uma doença, mas sim um modo diferente de se expressar e reagir, apesar de não ter cura, não se agrava com o avanço da idade, entretanto, terapias adequadas a cada caso podem auxiliar essas pessoas a melhorar sua relação com o mundo. No entanto, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhores serão a qualidade de vida e a autonomia da pessoa. O diagnóstico de crianças e adolescentes deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir pediatra, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo e neuropsicólogo.

Não existe uma causa única e determinada para o autismo, acredita que fatores genéticos representam cerca de 90% das causas do autismo, enquanto fatores ambientais só são responsáveis por 10%.

O SUS oferece atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com TEA. A atenção integral inclui diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional e acesso a medicamentos e nutrientes.

Pessoas com autismo são muito diversas entre si e devem ter suas particularidades respeitadas, podem apresentar algumas características específicas, como manter pouco contato visual, ter dificuldade para falar ou expressar ideias e sentimentos, e ficar desconfortável em meio a outras pessoas, além de poder apresentar comportamentos repetitivos. Apesar de apresentarem dificuldades com as habilidades sociais, o autista não é sinônimo de dependência dos pais, desemprego ou solidão. Tudo isso não passa de preconceito.

Infelizmente, o preconceito e a discriminação ainda são grandes obstáculo, o que dificulta a inclusão social.

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